Entre os 300 visitantes do estande da E-Sales na 11ª Transposul, que aconteceu em julho último, 8 empresas foram sorteadas e receberam a Licença CT-e. Foram elas: Minuano (Jaime Krás Borges); Planalto (Flávio Alberto Paskulin); Rapidão Cometa (Rogério Nunes); Exata Logística (Airton J. Levi); Transportes Bertolini Ltda (Paulo Fontes); Jamef (Vicente Selbach Fabris); Raupp Transportes (Toni Trajano); Panex (Osni L. Karpinski).
A E-Sales agradeceu as presença dos convidados para o debate CT-e que lotaram a sala do evento. O debate foi promovido pelo Setcergs com a colaboração da E-Sales e alertou sobre a necessidade de agilização na implantação e cuidados na contratação de serviços.
Segundo o diretor do Setcergs, Gilberto Rodrigues, mediador do Painel, os transportadores devem agilizar a implantação do sistema de Conhecimento de Transporte Eletrônico ( CT-e) porque, assim como no caso da Nota Fiscal Eletrônica ( NF-e), também será exigido pelo governo, embora a data de obrigatoriedade ainda não esteja afixada.
Eugênio César da Silva, Coordenador Técnico Nacional do Projeto CT-e, Auditor Fiscal dos Tributos Estaduais em Goiás e Gerente de Informações Econômico-Fiscais – SEFAZ/GO, falou sobre a “visão governo” do CT-e e iniciou sua apresentação destacando que o CT-e é diferente da NF-e. “Esta, substitui apenas o modelo 1A, enquanto o primeiro terá de atender os diversos modais existentes, ou seja, o ferroviário, aéreo, terrestre, aquaviário, dutoviário ou o multimodal”.
O Coordenador do Projeto CT-e afirmou que devido à diversidade dos modais, o modelo está sendo melhorado. “Inicialmente tivemos de definir um glossário para padronizar os conceitos básicos. No caso do processo multimodal, por exemplo, a legislação é muito complicada, razão pela qual criamos um subgrupo de empresas que trabalharão estas questões”.
Segundo Silva, não há previsão para a conjugação do CT-e com a NF-e. Alertou para a necessidade dos transportadores e tomadores de serviços guardarem os arquivos do CT-e no prazo estabelecido pela legislação. “Informou também que a responsabilidade do tomador de serviços é certificar a autenticidade do arquivo CT-e.”
Complementou que o DACTE (Documento Auxiliar de CT-e) tem 3 funcionalidades básicas: de obrigatoriamente acobertar o trânsito do serviço com as mercadorias, servir de índice para consultar o CT-e nas bases do fisco e atender o pequeno transportador que utilizará como documento de escrituração nos seus livros. “Os documentos eletrônicos (NF-e e CT-e) servem como motivadores de novas funcionalidades e de agregação para os processos operacionais de seus respectivos negócios. O projeto CT-e traz ganhos para o fisco e para as empresas através da melhoria de informações” completou.
Visão ERP
Paulo Ricardo Schmitz, da Tricon ERP (software de gestão de empresas), ao falar sobre a visão ERP de transporte e o CT-e destacou algumas vantagens como a redução nos custos com formulário contínuo que, inclusive, é integrado nos postos (filiais) facilitando sua impressão imediata. Quanto às mudanças no ERP, informou que estas são positivas porque irão se concentrar em cadastros mais completos e mais exigências no preenchimento do conhecimento de frete. “A integração com parceiros pode facilitar a assinatura e transmissão do CT-e. Por essa razão, é importante que este parceiro já esteja integrado com a SEFAZ (Secretaria da Fazenda) dos estados emissores (RS, e SP).
Caso CT-e
Jonathas Carrijo, da Oobj Soluções, de Goiás, abordou os aspectos técnicos do CT-e a partir do caso real da Transportadora Transmasut que pertence a Masut Distribuidora de Combustíveis, com sede em Goiás, e é uma das transportadoras integrante do projeto piloto para validação do CT-e. Ele apresentou os processos para implantação e falou sobre insumos necessários, faturamento, logística, desafios e certificação digital
Visão de mercado
Fausto Reichert, diretor comercial da E-Sales em sua palestra “Visão de Mercado”, alertou sobre a necessidade das empresas analisarem os fornecedores do CT-e e prazos de contratos antes de assiná-los para evitar de ficarem atrelados a projetos desatualizados. Uma das razões, segundo ele, é que esse processo é novo e ainda está sujeito a muitas mudanças.
Entre os cuidados na aquisição do software e suporte do CT-e, Reichert sugeriu regras básicas, como verificar se a empresa contratada tem vínculo com o transporte, analisar as garantias de continuidade, atualização e integração com a SEFAZ. “É importante verificar se todos os processos estão contemplados e quais são as garantias legais e fiscais” finalizou.
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| Estande E-Sales nº 27 |
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Congressistas do Painel CT-e:
Mediador:
Gilberto da Costa Rodrigues (SETCERGS)
Palestrantes:
Fausto Reichert (E-Sales - empresa de TI)
Paulo Schmitz - Software House (Empresa Tricon Consultoria em informática)
Jonathas Carrijo (Oobj - empresa de TI - especialista em soluções e-governo) |
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Convidado especial: Eugênio César da Silva
- Coordenador Técnico Nacional do Projeto CT-e (SEFAZ/ GO)
- Auditor Fiscal dos Tributos Estaduais em Goiás
- Gerente de Informações Econômico-Fiscais |
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| Público no painel CT-e “Interface e considerações práticas” |
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